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O 5  DE OUTUBRO

REVOLUÇÃO EM LISBOA / ARTILHARIA CONTRA ARTILHARIA / O SOBE E DESCE DA AVENIDA /
AS MULHERES ENFRENTAM AS ARMAS / O DESEMBARQUE DOS MARINHEIROS / A FUGA DO REI /

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
 

ARTUR PORTELA PARTICIPA NA COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DO 5 DE OUTUBRO, LANÇANDO EXCLUSIVAMENTE NA NET UM ROMANCE EVOCATIVO E AVENTUROSO

TEXTO INTEGRAL

PARA DESCARREGAR - IMPRIMIR - COMENTAR - REENCAMINHAR - OFERECER

ARTUR PORTELA

5 DE OUTUBRO CAMA
DESFEITA 5 DE OUTUBRO

Texto integral da Cama Desfeita


A Guerra da Meseta
Os olhos imaginam? Guerra da Meseta ou Guerra dos Setenta Anos? Porque esta guerra vem lá do fundo. Do fundo do tempo e do fundo de nós. E prolongar-se-á em outras guerras. De uma delas restará um capacete com buraco de bala por onde se espreita o Mundo. Espreita um menino, cego de um olho, mas muito, muito vigilante. O seu olhar convoca pessoas, coisas, emoções, fantasias. Um largo desfile. Pai, mãe, irmão, casa, escola, rua, igreja, bordel, bandeiras, jornal, cafés, estafetas a correr, tróleis, pombos que filmam do ar, Sala de Corte e Ablação, sala de interrogatórios, tenentes-censores, generais, o Ductor. Tudo isto num país entalado entre a gigantesca Barreira de betão, que o protege de um Mar permanentemente em fúria, e montanhas intransponíveis. A ironia e o lirismo de Artur Portela levam-nos a ver (e a reconhecer?) uma fantástica República da Istmânia. E a revisitar um general que enlouquece e sobe aos Céus para capturar Deus. Uma viagem no tempo e num espaço de geometria variável. Um romance dos cinco sentidos. Seis, porque os olhos são dois. Terrivelmente terno.
A Guerra da Meseta


Marcelo Rebelo de Sousa e Guilherme d`Oliveira Martins
recomendam A Guerra da Meseta

Na RTP e na Rádio Renascença, respectivamente Marcelo Rebelo de Sousa, nas suas "Escolhas", e Guilherme d`Oliveira Martins, nos seus Destaques semanais, recomendam o romance de Artur Portela.





Os Peixes Voadores
Contos-fábulas, alegorias, rigorosíssimos absurdos, fogos postos em muitos ídolos de serviço, eis o fulgurante e desconcertante novo livro de Artur Portela. O mesmíssimo autor de História Fantástica de António Portugal, viagem pícara através do século XX português, e de As Noivas de São Bento, a implacável exposição de um padrasto sacador. Os Peixes Voadores - nascidos num jornal que foi de António Paulouro - são para delícias de miúdos e graúdos. O pessoal todo, pois! De como a ternura pode ser combativa. E libertadora. Uma festa de inventiva!




As Noivas de São Bento
Um romance epistolar que diz a história de um país de fábulas e emasculações. Um país vigiado por padres, penitências e polícias de óculos escuros. Cartas escritas, ao longo de sessenta anos, por um homem que vive no alto de uma calçada, resguardado por uma Criada, elas dizem o pretendente de uma proibida noiva, o namoradeiro estudante do Mondego, o Senhor Doutor da tal Criada, o esquivo parceiro de chá de uma titular, o alvoroçado de uma francesa, o cliente de uma cartomante, o manobrador das mulheres, o visitante de uma cantora num misterioso hotel, o ídolo de agradecidas estátuas. Em suma, Portugalo e portugalinhas, embora sem ovos carimbados. Uma verdadeira alegoria da cadeira. Com direito a manta de pôr nos joelhos e a chapéu preto. As Noivas de São Bento são uma delícia de romance epistolar. Com cheiro a saias, saiotes e sotainas. E generais às guaritas. Sina, assim, nossa. De ler nas palmas das mãos.



História Fantástica de António Portugal
A história de um António e, se quiserem, uma História do Portugal contemporâneo. Isto porque os lances da vida aventurosa e pícara deste herói e anti-herói atravessam - e por dentro - muito do século XX português: o regicídio, o 5 de Outubro, Sidónio, a inexorável conquista do poder pelo Dr. Oliveira, a Exposição do Mundo Português, a II Guerra Mundial, Futebol & Fátima, as torturas na "secreta", os massacres em África, a revolução do general Spaniel, a adesão à Europa. Terminando num País a caminho de estar todo em preventiva prisão. Tudo isto em sucessão intercalada de risos e lágrimas, de picaresca sátira e de drama pungente. Sendo António assim um português-Portugal. Pelos arranques de coragem. Pela emoção. Pela insubmissão. Pelo gosto das mulheres. Pelo vagamundismo. Está, aliás, na cara. Este António tem olhos verde-rubros. Empolgante, emocionante e divertidíssimo. O regresso ao puro prazer da leitura.