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"História Fantástica de António Portugal"

Entrevistas:

  - "Retratar e analisar a história de Portugal"- (Lusa)
  - “Uma peregrinação portuguesa” - Entrevista de Manuel da Silva Ramos - (Jornal do Fundão)

  - “ Será este livro, não uma banda desenhada, mas uma banda escrita?” - Entrevista de Paula Moura Pinheiro - (Programa “Três à Quarta”/Rádio Paris-Lisboa- RPL/25.02.04)
  - No final o país surge (...) em prisão preventiva - Entrevista de Rui Azeredo”/ “O Comércio do Porto”/ 3 de Março de 2004.
  - "A ironia é uma forma de amor"- Entrevista de Teresa Horta / ”Diário de Notícias”/ 7 de Março de 2004
  - "Uma das formas (...) de enfrentar a História(...)"- Entrevista de Nuno F. Santos / ”O Primeiro de Janeiro”/ Suplemento “Das Artes, das Letras”/ 8 de Março de 2004.
  -“Transformar portuguesmente Portugal” /Entrevista de Carlos Pinto Coelho/ Edição nº 267 do “Agora Acontece”, emissão radiofónica entre 22 a 28 de Março de 2004
  -“É uma alegoria de Portugal” /Entrevista de Francisco José Viegas / Antena 1 / Programa “Escrita em dia” / 23 de Março de 2004.
  -“A cultura portuguesa pode hipotecar-se na globalização” / Entrevista de Noémia Malva Novais/ “Diário de Coimbra” / secção “Temas de Domingo” / 28 de Março de 2004
  -“Aproximações de uma maneira de ser português” Entrevista de Carlos Câmara Leme /PÚBLICO / MIL FOLHAS/ 8 de Maio de 2004

 

ARTUR PORTELA:

"RETRATAR E ANALISAR A HISTÓRIA DE PORTUGAL"

Lisboa, 15 Fev (Lusa) - O livro "História fantástica de António Portugal" de Artur Portela, a apresentar terça-feira em Lisboa, é, segundo o autor, "uma procura de retratar, reflectir e analisar a história recente de Portugal". O livro é apresentado terça-feira à tarde pelo ex-Presidente da República e deputado ao Parlamento Europeu, Mário Soares, no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa,

onde começa a narrativa de António Portugal, "uma personagem emotiva, heróica, confusa e acidentada como, de certa forma, são os portugueses", explicou à Lusa o escritor.
Este livro - "uma tentativa de identificação da maneira de ser e estar portuguesa" -, resulta do interesse de Artur Portela pela história "e também pela prática da ficção onde se cruzam as mais diferentes influências".
"Há uma relação com esse género maior que é a banda desenhada, há também uma relação com o cinema" e o autor não enjeita "uma abertura a um tipo de linguagem do teatro de revista, mas também da foto-montagem".
António Portugal pertence a uma família que tem como característica a longevidade, deste modo António está presente em momentos cruciais da História de Portugal. "Do assassinato de Miguel Bombarda ao de Sidónio Pais, passando pelo regicídio e pela I Grande Guerra, o mesmo António Portugal estará no levantamento militar de 28 de Maio de 1926, passará pelo Governo do ´Dr.Oliveirinha` e assiste ao 25 de Abril de 1974, e tenta até, disfarçado de jardineiro, boicotar a assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos", referiu o autor.
Artur Portela disse à Lusa que "apesar do olhar crítico sobre nós, este é um livro de esperança".
"Há também o António Portugal heróico e generoso, atento, inteligente e genial".
Ainda segundo o autor, António Portugal é uma personagem "de matriz republicana e maçónica, apaixonado pela liberdade".
"Sendo um livro sobre Portugal não falta também a referência à trilogia dos três ´F`: Fátima, Futebol e Fado",
disse.
O autor salientou o facto desta ser uma "obra de ficção na área do fantástico, daí esta personagem viver tantos anos, sempre com uma certa estaleca".
"Há também - prosseguiu - uma reinvenção da história, como é o caso de A.Reis, uma referência ao caso Alves dos Reis que historicamente foi condenado" e, na obra de Artur Portela é absolvido.
"Este meu A.Reis estará na origem de uma dinastia de financeiros que actualmente está a campear", disse.
Um olhar que o autor considera ser crítico "mas também uma porta aberta para sorrir".
Ter Mário Soares a apresentar o livro é "uma honra" para o autor pois "ele próprio viveu grande parte dos acontecimentos narrados e em algum momento terá ´topado` como António Portugal".
Artur Portela salienta que o ex-Presidente da República "é um homem de humor e que foi o primeiro a abrir as portas do Palácio de Belém a uma exposição de caricutaristas sobre si mesmo".
E se este António Portugal viveu o século XX português com tal intensidade, o autor coloca outra questão: "Como terá seu pai, Manuel Portugal, vivido o século XIX"? Esta será a personagem do próximo livro de Artur Portela.

NL.

Lusa