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"História Fantástica de António Portugal"

ÍNDICE

1 •  A BALA NO AR

De como o alienista dr. Miguel morre nos braços de um jovem António Portugal que por ali entra em busca da tia-avó.

Pág.17

2 •  A TIA-AVÓ

De como a tia-avó do jovem António percebe que ele, por ser Portugal, e indo as coisas como vão, está envolvido numa revolução.

Pág.21

3 •  AS SABRADAS DO SOL

De como o regicida vê, na Rainha que lhe bate com um ramo de flores, sua Mãe, e, nos olhos de um jovem na multidão, um verde com rubros reflexos

Pág.25

4 •  A PRAIA DAS BENGALAS DE MARFIM

De como a fuga da Família Real é, vista do alto da muralha, por populares, e, do largo, pelo comandante de um couraçado inglês, a partida para um passeio de barco.

Pág.27

5 •  GENCIANA

De como uma Genciana, modelo de um Mestre pintor, aparece enamorada de António Portugal, e de como pintor e ela vêem os olhos verde-rubros do rapaz.

Pág. 29

6 •  O TORTO PÉ DIREITO

De como vivia, e onde, António Portugal, em Lisboa, numa casa de um torto pé direito, e de como eram os Portugal, Pai e Mãe.

Pág. 31

7 •  O ELÉCTRICO DO DR. AFONSO

De como, apesar dos esforços de António Portugal, o dr. Afonso, chefe do Partido Democrático, se atira de um eléctrico e parte um braço e cabeça.

Pág. 37

8 •  UM GENERAL NUNCA S`AGACHA !

De como um general graduado, gritando-lhe o soldado António que se agachasse na trincheira nutridamente baleada pelos boches, lhe berra que "Um general nunca s`agacha, seu cabrão!"

Pág. 43

9 •  O SONHO DE GENCIANA

De como, das mães, Uma aparece em uma árvore a meninos do campo, porque a Nação não vai bem, sobretudo na cidade, e os Portugal, António incluído, são incorrigíveis.

Pág. 47

10 •  O SONHO DE ANTÓNIO

De como o vero Pai se troca de razões com um triângulo que vê.

Pág. 53

11 •  AS ROSETAS DO ONIRISMO

De como nem todos os sonhos são acordáveis, a não ser porventura noutros

Pág. 57

12 •  SI-SI, DÓ-DÓ, NI-NI, Ó-Ó!

De como as varandas de Lisboa viam e o que por isso gritavam, quando a cavalo passava, real, um Presidente.

Pág. 59

13 •  FANTOMAS CONTRA FANTOMAS

De como António Portugal vai e não vai, a preto e sangue, ao Animatógrapho e nisto não salva a honra da República.

Pág. 63

14 •  O AÇOUGUE

De como o sobrado parece balouçar levemente, como um convés

Pág. 67

15 •  DOS BEIJOS, O SABOR

De como António Portugal teme por Genciana e nela se despede.

Pág. 71

16 •  O JORNAL EM BRANCO

De como António Portugal volta à profissão de regicida, sendo que o Presidente era Rei.

Pág. 73

17 •  VIVA O JÚLIO!

De como António Portugal acaba por resgatar um académico ameaçadíssimo por um rapaz de fato-macaco numa conferência futurista

Pág. 77

18 •  DO UNIVERSAL PARA O PARTICULAR

De como António Portugal quer burlar um homem com as malas cheias de notas, e este, dizem, burlar Portugal.

Pág. 81

19 •  AS OFICINAS GERAIS

De como a paz não apenas não desfardou militares como, de forma muito mais aguerrida, fardou, e fardará, multidões de civis.

Pág. 83

20 •  OS ATIRADORES

De como o ex-galucho António e o Professor Pai Lopes tentam, num estrondo de sala da armas e de carreira de tiro, salvar a República.

Pág. 87

21 •  A BAINHA DAS ESPADAS

De como o ex-galucho António e o professor Pai Lopes falham e vem, de Azeméis, um Dr. Oliveira.

Pág. 91

22 •  A PATRIARCAL QUEIMADA

De como António pretende desengatar, à marretada e em marcha, a carruagem que leva um patriarcal Cardeal que vai a Roma buscar o Papado para Portugal e para o Dr. Oliveira.

Pág. 95

23 •  PALAZZO VENEZIA

De como um Genro conta a última do Dr. Oliveira a um Sogro e o leão drogado do Sogro vai atrás do Genro.

Pág. 101

24 •  LUCEVAN LE STELLE

De como o jornalista A. Cobre salva António Portugal das masmorras do Castelo de Sant`Angelo

Pág. 107

25 •  O REDONDEL

De como, disfarçado de Antonio Portugalete, António Portugal se mistura com refugiados espanhóis, pela Guarda e pela DITA levados a Badajoz, e o que foi na respectiva Praça de Touros.

Pág. 111

26 •  O GRANDE INCÊNDIO DA EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS

De como António Portugal deixa a namorada, a Abília fadista, a ver se é filmada numa inauguração, e falha, digamos que por causa de um russo, o Grande Incêndio da Exposição do Mundo Português.

Pág. 115

27 •  ESTÁTUAS JACENTES

De como António Portugal, por ser António e por ser Portugal, fazem-no fazer de estátua, e assim conhece a enfermaria das estátuas jacentes.

Pág. 119

28 •  PINTAR O PENSAMENTO

De como António Portugal, injectado e, assim, por dentro colorido, ajuda a conquistar o 1º Nobel para Portugal.

Pág. 123

29 •  O COMBOIO DOS BATOTEIROS

De como António Portugal vai no comboio dos batoteiros ao nimas ver um duelo a tiro entre Leslie Howard e Hans Albers.

Pág. 127

30 •  LETRA E LENÇOL

De como António Portugal, cantando-lhe Abília a modinha «  Riso e Morte », se sai com o « Fado Caracolinho », terminando ambos no « Fado Canalha »

Pág. 131

31 •  OS PIJAMAS RADIOUVINTES

De como o caso era que o Dr. Oliveira, quando não falava, também falava

Pág. 135

32 •  A SALA DAS TAÇAS

De como António Portugal urde o assim pela imprensa descrito:

GOLPE COMUNISTA DAS TAÇAS DE FUTEBOL..

Pág. 139

33 •  A PEDRA LUME

De como António Portugal, agora africano, vai pela Pedra do Lume e o que fuziladamente vê

Pág. 143

34 •  ÁNDALE! ÁNDALE!

De como António Portugal, pelas paragens amazónicas, percebe que o Mundo é um ricochete.

Pág. 147

35 •  O GAVIÃO DOS ARES

De como António Portugal, é um dos piratas do Capitão Gavião

Pág. 151

36. A ABORDAGEM

De como António Portugal põe de costas voltadas, Um para o outro, Deus e o Dr. Oliveira.

Pág. 153

37 •  AS ASAS DO DESEJO

De como se dá boleia a um Anjo e o que ele conta que do alto viu sobre a morte e o desenterrado enterrar do homem de fogo.

Pág. 159

38 •  O CORO DELAS

De como se ouve um esquinado coro que a Nação sabe de ginjeira.

Pág. 163

39 •  VERMELHA CRUZ

De como António Portugal é, perante a DITA, na VERMELHA CRUZ, ultra, general e Robles

Pág. 167

40 • CONSELHO DE MINISTROS

De como António Portugal é nomeado ministro do Dr. Oliveira por não se ter esquecido do chapéu e da manta.

Pág. 171

41 •  A ESTUFA

De como o dr. Allen se preocupa, não apenas com a Agremiação a que preside, mas, prospectivamente, com as alternativas do futuro, que o homenageará e condecorará.

Pág. 175

42 •  "ÓSCAR"

De como António Portugal usurpa a configuração do intermediário dr. Lector, e induz à rendição o último chefe de governo do oliveirismo.

Pág. 181

43 •  O ALTO DA SANTA

De como o antigo menino de olhos verde-rubros ardina (de ardinar) no Rossio o Documento dos Onze.

Pág. 187

44 •  O RAPTO DE COLUMBINA

De como, sob a mira da arma de António Portugal, o dr. Nobre e o embaixador norte-americano armam um porta-aviões e lançam, Calçada da Estrela abaixo, um carro de vendedor de castanhas.

Pág. 191

45 •  O MANUEL LINO

De como está por um fio, porque António Portugal de jardineiro não tem nada, a Assinatura do Tratado de Adesão nos Jerónimos.

Pág. 195

46 •  O PANO DE FERRO

De como um Chefe do governo, na primeira vez que entra na sua vida um teatro, se informa sobre os panos de ferro.

Pág. 199

47 •  O DIÁCOLO

De como outro chefe do governo confere com o director de cena o que se passa com uma peça que só tem dois actores em cena, embora em papéis sucessivamente diferentes.

Pág. 205

48 •  HUMAN, UNTAR, IESFOR

De como António Portugal vai, como humanitário-comunitário, a um país à escolha em guerra

Pág. 207

49 • MISSÃO CUMPRIDA

De como António Portugal e diz ao tanque o que tem a dizer.

Pág. 213

50 •  OS CARROS CELULARES

De como a Cidade se enche, culposamente, de carros celulares e as lojas de cêdês põem a tocar os julgamentos todos

Pág. 217

51 • SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORIA CRIMINAL

De como se dá a émérrepêpização de Heidegger, que definia a culpa como modo de Ser-aqui

Pág. 221

52 • PORTUGAL IMPRESCRITÍVEL

De como António Portugal diz que sim a todas as perguntas quando o acusam desde participação no Regicídio à sabotagem do pano de ferro de um teatro

Pág. 225

53 • RÁDIO BERLIM

De como António Portugal ouve, de António Bessa, ex-locutor da Rádio Berlim, que Portugal e o Dr. Oliveira traíram o Ocidente, mas que as coisas se estão a compor

Pág. 227

54 • PASTÉIS DE BACALHAU

De como, com arroz de tomate, se fala do paganismo e de volfrâmio

Pág. 233

55 • ESCRITO NA PELE

De como presume-se que António Portugal aprende o que ensina, não se sabe se antes se depois, embora seguramente na presença do desejo

Pág. 237

56 •  O CASO PRESIDENTE WILSON

De como, estando António Portugal acamadamente preso, lhe entra pela enfermaria dentro, o Professor Amaral Kardimer, que o compara a Thomas Woodrow Wilson

Pág. 241

57 •  QUASE PÓS-GENÉRICO E CRÉDITOS

De como aquela parte do Cortejo Histórico não foi esquecida e de como António Portugal, apesar do sabor de uns certos beijos, se pergunta a que Garcia tem de entregar a carta.

Pág. 245

58 •  O SOBRINHO-NETO

De como António Portugal, à boleia do sobrinho-neto, percebe que é tio-avô e do que prospectivamente pensa.

Pág. 251